combate

Arquivo da LCI, do PSR e da APSR, secção portuguesa da IV Internacional, e da sua imprensa, 1973–2013

O jornal Combate em linha, 1999–2003

Antes da revista, o jornal teve três sítios em alojamentos gratuitos: terravista.pt (1999), usuarios.lycos.es (2002) e pwp.netcabo.pt/jornalcombate (2002–2003), onde saíram treze edições mensais. Todos desapareceram; o que aqui está foi recuperado das cópias do Internet Archive e do Arquivo.pt.

Como o jornal se apresentava

Da página «História» do sítio de 1999.

O combate define-se pelos três pilares de uma crítica total da política que existe,

lido pelos que preferem a insubmissão à comodidade, o combate sabe o que a esquerda esquece,

conhece os fundadores, lê Marx ou Lenine, lembra a coluna Durruti ou os fuzilados de Moscovo, Sacco e Vanzetti ou Miguel Enriquez.

O combate viveu ocupações e movimentos urbanísticos populares, discussões e afrontas sobre a

propriedade, movimentos contra as propinas, mobilizações pelos direitos das mulheres, o combate

fez campanha por Bobby Sands, reclamou os direitos dos soldados e fez renascer o anti-papismo,

descobriu os meandros da justiça e das prisões, pensou sobre o direito dos doentes e discutiu todas

as dependências, das drogas à Televisão. Ao longo de tantas edições, fez-se um dos inventários

Tudo isso foi partilhado por redactores, colaboradores e leitores. Foi assim porque queremos, não

Lugar de utopias, onde se juntam as e os insatisfeitos com o encantamento utópico, os

combatentes destes combates animaram e animam discussões e opções que marcam o futuro.

Porque não aceitam o embalo dos subsídios, o consolo da euro-dependência, a troca de fundos por

direitos e de promessas pelos escassos poderes de decisão: a Europa, imposta por tratados e

regras e comissões e governantes contra os direitos europeus da tradição da luta pela democracia,

De fim de século, dirão os jornalistas de uma imprensa tradicional à procura do título magazinesco.

Pois, de fim de século, porque o artificialismo de uma construção brutalizante, regida por banqueiros

frenéticos e por monetaristas destemperados, se vai impondo contra um começo que podia e devia

ter significado convivência em paz e cooperação social. A Europa que resiste em alternativa só

pode sobreviver se se desenvolver a partir do socialismo, do respeito dos direitos nacionais e da

defesa do programa mais importante que tem que redefinir a esquerda: a luta pelo pleno emprego.

Cidadania e direito ao trabalho, o direito à vida contra o direito à propriedade, a opção é concreta e

imediata, em nome de dezenas de milhões de excluidos. E esse tem sido este combate. Sim, para

Ao longo de duzentas provas, o combate mostrou que pode haver uma na imprensa portuguesa.

Porque não nos contenta a representação sem apresentação nem a delegação sem opinião. Porque

a ideia e a informação, o debate, o esclarecimento, a confrontação, e finalmente a escolha não são

produtos e não os colhemos em mercados. Saber e informar não é consumir: é produzir. E por isso

os direitos cidadãos não se podem restringir ao pobre horizonte de uma imprensa comercial, de

televisões escandalistas e de rádios publicitárias: informar é ganhar o direito de dar opinião, de

olhar e interpretar, de contar e de discutir. O combate assume esse papel, toma posição, luta por

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