NPA: "Após o 12 Outubro, continuemos!"
Internacional2010Esta semana, a mobilização social em França fez sair à rua três milhões e meio de pessoas contra a reforma que aumenta a idade legal da reforma. Em comunicado, o Novo Partido Anticapitalista destaca a presença da juventude e apela à convergência para uma greve geral.
Com 3,5 milhões de manifestantes, a jornada de 12 de Outubro explodiu os contadores e ultrapassou largamente as que a precederam. O governo poderá falsificar os números que quiser, mas o movimento não pára de crescer a ponto de um sindicato da polícia começar a denunciar a manipulação do poder.
Esta é a resposta dos trabalhadores, da rua, ao governo que lhes quis quebrar a moral fazendo votar no Senado, antes das manifestações, os artigos que retardavam a idade legal da reforma para os 62 anos e a reforma por inteiro para os 67.
Esta jornada também viu uma participação crescente dos jovens, quer sejam liceais ou universitários, nas manifestações. Digam o que disserem Soubie, o conselheiro nada "social" de Sarkozy, ou vários membros do governo Fillon e o próprio Fillon, que criticam uma suposta manipulação, os jovens compreenderam bem que o acesso a um emprego a curto prazo e a uma reforma por inteiro e com boa saúde, muito mais tarde, estavam comprometidos por esta reforma.
Eles têm razão e nós apelamos à juventude deste país para convergir com outros grupos da população numa grande vitória contra Sarkozy. Esta jornada de greve e manifestações é um sucesso e um incentivo para o futuro.
A intersindical nacional apela a novas manifestações neste sábado, 16 de Outubro, e ao nível local organizam-se iniciativas para quinta-feira.
O NPA estará presente nas manifestações de 16 de Outubro,cujo êxito há que assegurar. Mas até lá a mobilização e as greves devem crescer e generalizar-se. Nos transportes e em muitos ramos da indústria, os trabalhadores reunidos em assembleias gerais decidiram continuar a greve até amanhã, dia 13.
O NPA apoia os trabalhadores que decidiram continuar a greve de dia 12. É hora de caminharmos, todos e todas, em direcção à greve geral para fazer ceder este governo, que quer destruir os nossos direitos sociais uns a seguir aos outros, e conseguirmos a retirada da reforma das aposentações.